Por: José Maria Barros/Jornal de Picos
Contrariando o que determina a Constituição Federal de 1988, a Prefeitura de Picos, especialmente a Secretaria Municipal da Educação, mantém a política de contratação de servidores a título de serviços prestados e indicados por apadrinhamento político, mesmo tendo dezenas de candidatos classificados no último concurso público realizado pelo município esperando na fila para serem convocados.
A denúncia foi feita pelo secretário geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Picos – Sindserm – advogado Glauber John Silva, que defendeu a realização de um teste seletivo para preencher as vagas que eventualmente não sejam ocupadas por candidatos aprovados em concurso público, a exemplo do que faz o governo do estado.
O prefeito de Picos Gil Marques de Medeiros, o Gil Paraibano (PMDB), baixou decreto no último dia 8 de fevereiro homologando o resultado final do concurso público realizado pela prefeitura de Picos ano passado, e no dia seguinte a secretária municipal da Educação Luísa Maria Martins Rodrigues fez a convocação para nomeação e posse de 259 professores aprovados para os cargos de ensino infantil e ensino fundamental.
Apesar disso, o Sindserm recebeu a denúncia de que prestadores de serviços que estavam na folha anteriormente estão renovando os contratos precários com a Secretaria Municipal da Educação. “Isso é um absurdo, uma vergonha, porque, na verdade, tem ainda várias pessoas para serem nomeadas e lotadas no município e se faltasse gente devido à demanda, deveria ser feito um teste seletivo, pois é um princípio básico da isonomia, tratar os iguais de forma igual como prevê a nossa Constituição Federal”, ensinou Glauber Silva.
Entretanto, não é isso que está acontecendo na Secretaria Municipal da Educação, onde servidores estão sendo contratados de forma precária por indicação política. “Como é que eu vou ver receber um currículo de uma pessoa que é do meu partido, que está sendo levado pelo prefeito, por um vereador, suplente de vereador e não vou enxergar um estudante da universidade, que teria total capacidade de assumir uma turma até como estágio?", questionou o secretário geral do Sindserm.
Para Gláuber Silva, falta isso na educação de Picos e como representante dos servidores municipais ele espera que o ano letivo comece com 100% de pessoas concursadas. Entretanto, caso isso não aconteça ele garante que o sindicato irá se manifestar e até mesmo denunciar o caso ao Ministério Público.
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